Como essa conta funciona
O rotativo do cartão é o juro cobrado sobre o que você não pagou da fatura. O pagamento mínimo — muitas vezes 15% — existe para o banco não te considerar inadimplente naquele mês. Ele não é um plano de quitação. O resto entra no rotativo, com taxa mensal que já foi de dois dígitos altos por anos a fio. O Banco Central passou a limitar o tempo no rotativo e a empurrar o parcelamento da fatura; mesmo assim, o hábito de “pagar o mínimo” continua sendo uma das formas mais caras de crédito no país.
A simulação desta página é crua e educativa: todo mês você paga só o mínimo sobre o saldo, o restante rende a taxa informada, e o gráfico segue. Não inclui IOF, anuidade nem compras novas — se você continua passando o cartão, a curva real é pior. Se a linha do saldo sobe, o mínimo nem cobre o juro: a dívida é uma bola de neve com gravata. Se desce muito devagar, você está financiando pizza de três meses atrás a preço de empréstimo pessoal caro.
Exemplo: fatura de R$ 4 mil, mínimo 15%, juro de 14% ao mês. No primeiro mês você paga R$ 600 e o resto (R$ 3.400) toma 14%. O saldo não cai para R$ 3.400 — ele volta para perto de R$ 3.876. No mês seguinte o mínimo é calculado sobre esse novo saldo. Depois de um ano pagando “direitinho o mínimo”, o gráfico mostra o absurdo: dinheiro saiu da conta e a dívida não foi embora. Compare com a calculadora de parcelado à vista: até um crediário de loja costuma ser menos pior que o rotativo puro.
Saídas reais: pagar acima do mínimo até o juro parar de ganhar; parcelar a fatura na taxa do banco (ainda alta, menor que o rotativo); portar para empréstimo mais barato e não usar o cartão enquanto limpa; cortar o plástico do débito automático de luxo. Negociar com a operadora no terceiro mês dói menos que no décimo segundo. O aviso legal cabe aqui com força: esta curva não é o CET do seu contrato. É o retrato do hábito. Se a linha sobe, o próximo passo não é “esperar o 13º”. É parar de alimentar o rotativo hoje.
Estimativa educativa com os números que você informou. Não é recomendação de crédito, investimento ou decisão trabalhista. TRCT, contrato, DAS, holerite e tabelas oficiais prevalecem.