Como essa conta funciona
Carro flex no Brasil pede uma conta de posto, não de torcida. A regra de bolso: se o etanol custa até 70% da gasolina, o álcool tende a compensar, porque o consumo em km/l cai perto dessa proporção. A regra falha quando o seu tanque não é o tanque médio — motor, calibração, ar-condicionado, trajeto de serra e etanol de qualidade ruim mudam o km/l. Por isso esta página pede os dois consumos reais, além dos dois preços. A relação etanol/gasolina aparece em percentual; o gráfico mostra o gasto acumulado em 12 meses nos dois combustíveis.
Custo mensal = (km / consumo) × preço. Quem roda 800 km e faz 10,5 km/l na gasolina a R$ 6,20 gasta outra coisa de quem faz 7,5 km/l no etanol a R$ 4,10. A regra dos 70% pode apontar um combustível e o km/l apontar o outro. Fique com o menor custo mensal, não com o ditado. Preços mudam na semana; a calculadora é o totem de hoje, não o de julho. GNV, diesel e híbrido plug-in ficam de fora.
Exemplo: etanol a R$ 4,10, gasolina a R$ 6,20 — relação de cerca de 66%, abaixo de 70%, então a regra de bolso puxa etanol. Se o seu etanol beber demais e a gasolina for econômica, o gráfico vira. A diferença no ano, em muita cidade, paga um jogo de pneus ou some em ruído. Rodar pouco reduz o drama; rodízio e estrada diária aumentam. Completar o tanque no estado vizinho por causa de ICMS é outra otimização, nem sempre legal em espírito, às vezes irrelevante em reais.
Anote no celular o km do abastecimento e os litros. Duas ou três medições valem mais que o manual do carro. Não misture etanol e gasolina no mesmo cálculo como se o tanque fosse dois. E não use a regra dos 70% em carro que só anda bem na gasolina — o motor “aceita” etanol; o seu bolso e o seu desempenho podem não aceitar. O resultado daqui é o posto da esquina, não recomendação de marca de combustível.
Estimativa educativa com os números que você informou. Não é recomendação de crédito, investimento ou decisão trabalhista. TRCT, contrato, DAS, holerite e tabelas oficiais prevalecem.